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Aécio Neves tem inquérito arquivado por Gilmar Mendes

O ex-senador e deputado federal Aécio Neves (PSDB/MG) teve inquérito arquivado em investigação sobre caso Furnas.


A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento de inquérito em que o parlamentar era alvo de investigação por suposto envolvimento em crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados ao recebimento de vantagens por empresas contratadas pela Furnas Centrais Elétricas S/A.


O ministro acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República segundo o qual a apuração não reuniu provas mínimas para o oferecimento da denúncia, mas ressalvou a possibilidade de reabertura das investigações, caso surjam novas provas.


Na sua avaliação de Gilmar Mendes, o inquérito se baseia apenas em depoimentos indiretos, ou seja, "por ouvir dizer", prestados por colaboradores, sem qualquer elemento externo de corroboração capaz de sustentar, minimamente, a hipótese investigativa delineada, mesmo após quase cinco anos de investigações em dois inquéritos distintos. O ministro ressaltou, ainda, que o pacote anticrime (Lei 13.964/2019) proibiu o recebimento de denúncia com base apenas nos relatos dos colaboradores.


De acordo com o relator, as quebras de sigilo bancário e fiscal e os pedidos de cooperação jurídica internacional identificaram apenas a existência de depósitos de U$ 32 mil dólares em banco suíço, cuja beneficiária principal é Inês Maria Neves, mãe do investigado. No seu entender, não há nenhum dado concreto e objetivo que vincule o deputado às contas em questão, além de sua relação de parentesco e condição de herdeiro.

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