• Victor Hugo dos Santos Silva Lusitano Esteves

A falta de políticas nacionalistas


Por Victor Hugo Lusitano

Estudante e entusiasta do Projeto Nacional de Desenvolvimento

A nossa jovem República nunca passou por muito tempo de estabilidade, mas não foi por falta de representatividade. No passado, antes do golpe de 1964, apesar de haver bastantes conflitos internos na nossa democracia, sempre tivemos grandes figuras públicas que apesar de serem de ideologias diferentes, tinham algo em comum, o Nacionalismo. Tínhamos o militar Marechal Lott, que era conhecido pela sua intolerância na quebra de hierarquia militares; o Luis Carlos Prestes que era do partido comunista; Darcy Ribeiro que além de político era antropólogo, historiador e sociólogo; Juscelino Kubitschek que era médico, oficial da polícia e carregava consigo o legado trabalhista de Vargas. Enfim, eu poderia fazer uma lista enorme de grandes personalidades brasileiras que trabalharam em prol da nossa soberania.


Durante o golpe de 1964, nosso país continuou a crescer graças as políticas desenvolvimentistas que vinham ocorrendo desde os anos 1930. Mas, por influências norte-americanas no nosso sistema, acabamos perdendo a nossa identidade na política e, mesmo depois da redemocratização e a nova constituição de 1988, ficou predominante no nosso sistema a política entreguistas neoliberal. Com o passar do tempo foram criados novos partidos e extinguidos outros, mas projetos nacionalistas desenvolvimentistas a longo prazo não tivemos em ação. Depois da redemocratização até os dias de hoje tivemos um período de crescimento que se inicializou-se com o governo de FHC em 1995 e durou até 2012, no primeiro mandato da Dilma. Mas ocorreram fatores importantes para que esse período se sustentasse, que foi o Plano Real e o Boom das Comodities no início dos anos 2000. Pena que não foi o suficiente, pois faltou projeto a longo prazo, industrialização do país e o que foi feito é gerar mais desigualdade, onde hoje nos encontramos na situação em que 5 famílias concentram a mesma riqueza que metade da nossa população.


Uma das poucas figuras que nos últimos tempos apresentou um Projeto Nacional foi o Dr. Eneas, que na sua época já enxergava a desindustrialização do país e falava sobre o rentismo brasileiro e o entreguismo das nossas riquezas para o exterior. A mídia da época o chama de louco e temperamental, ridicularizando suas ideias, pois era o único que colocava o dedo na ferida do sistema.


Nos dias atuais temos um cenário político parecido. Apenas um dos candidatos apresenta um projeto a curto, médio e longo prazo para o país, com ideias de industrialização e reformas necessárias para diminuir a desigualdade no nosso sistema e construir uma verdadeira soberania nacional, esse nome é Ciro Gomes. Não é à toa que sofre da mídia o mesmo mal que o Dr. Eneas sofreu, é chamado de temperamental e coronel por apontar as incoerências do baronato brasileiro, já que não podem chamá-lo de corrupto. O nacionalismo brasileiro está nas mãos do Projeto Nacional de Desenvolvimento do Ciro e é a nossa única esperança de um futuro próspero para o nosso Brasil.

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