• Thiago Anastácio

AS MENTIRAS SOBRE AS URNAS


Por Thiago Anastácio

Advogado Criminalista


"É um erro capital teorizar antes de se ter os dados. Invariavel­mente começamos a torcer os fatos para se ajustarem à teoria, em vez de ser a teoria a ajustar-se aos fatos."

Sherlock Holmes.



Uma pena que impulsionado pelas redes sociais, o mundo tenha se tornado único e exclusivamente um pensador de mentiras.


Teorias da conspiração surgem a torto e à direita com uma facilidade que, o que sobrou da humanidade, não testemunhava desde os medos deflagrados pela Santa Madre Igreja sobre bruxas, gatos pretos, mulheres que faziam chás e mesclados de ervas e suas relações com os demônios.


Se tivéssemos redes sociais àquele período, muito provavelmente todas as mulheres do mundo teriam sido aniquiladas em nome de Deus contra o demônio; ou as poucas que sobrariam, estariam escravizadas única e exclusivamente para procriações.


Essa semana, depois dos 69 mil reais não explicados na conta da fofinha que vindos do acusado de crimes contra a administração pública e relações com milícias, da desculpa desse dinheiro ter sido a devolução de um empréstimo que nunca ocorreu, dos seis milhões da casa nova do senador de chocolate, do foragido estar na casa do advogado do presidente (quem se reúne com advogado, cliente é, pois o sigilo deve ser resguardado pelo advogado), do homem da casa de vidro ter sido contatado sobre a morte do chefe da milícia carioca, das esquerdas tomarem tubaína e a direita tomar cloroquina e de apoiadores do homem da casa de vidro, planejarem o fechamento, atacar e assassinar ministros e familiares de Ministros do Supremo Tribunal e de não se comprar vacinas em razão das cláusulas “abusivas” que o mundo aceitou e apenas agora, também aceitamos por aqui, RESSURGE A DISCUSSÃO DO VOTO IMPRESSO.


Trata-se obviamente de uma cortina de fumaça, um aceno aos robôs do zap que já estão sendo investigados pelo STF e TSE e sua respectiva polícia judiciária – a Federal. Em breve deveremos ter novidades, pois assim é a Justiça: ela cedo ou tarde tem um encontro marcado com seus agressores e falsificadores da verdade.


O motivo é sabido, as investigações parlamentares avançam contra o absurdo, o crime, a desumanidade e a falsificação de argumentos.


Esse texto tem apenas uma intenção: apresentar-lhes caminhos para entenderem os fatos.


Repito o que tenho escrito aqui: não adianta de nada ficar louvando a ciência no twitter, “pagando de” o acadêmico dos raios que o parta, e de repente surgir com desconfianças conspiratórias dos Iluminatti.


Primeiro e antes de tudo, vamos brincar de informações oficiais. Para tanto, comecemos que no ano de 2009, o EXÉRCITO brasileiro foi um dos observadores dos testes públicos das urnas eletrônicas. Obviamente que coloco esse braço das Armadas no contexto para explicar a sandice do governante em chefe - para quem as Armas são suas - em órbita. E o EXÉRCITO nada viu de errado.


Depois disso, importante ressaltar que os testes não significam que a testagem é a da tomada, dos fios, se a urna está lustrada e fofinha para ser posta nas zonas eleitorais. Desculpem amigos cidadãos, a coisa é um pouco mais complexa do que isso, como vocês podem ver aqui:


https://www.tse.jus.br/eleicoes/urna-eletronica/seguranca-da-urna/arquivos/relatorio-final-tps-2019/rybena_pdf?file=https://www.tse.jus.br/eleicoes/urna-eletronica/seguranca-da-urna/arquivos/relatorio-final-tps-2019/at_download/file


Divirtam-se.


Depois, é importante analisarmos algo que a tia Matilde e o tio Astolfo, filósofos do zap, nunca vão saber: AS URNAS NÃO SÃO CONECTADAS À INTERNET. Sim, a Chloe O’Brien, hacker amiga do Jack Bauer, não conseguiria acessá-las na série 24 horas.


Isso significa que, se fraudes ocorressem, elas deveriam ser cometidas:


a) com o deslacre da urna, e logo, com a anuência do MPF, Judiciário, Polícia Federal, dos PARTIDOS POLÍTICOS, da OAB e do mundo acadêmico. Sim, talvez todos sejam os Iluminatti no grande conluio para que Bolsonaro perdesse as eleições... Opa, pera aí: ELE VENCEU AS ELEIÇÕES.


Confuso? Nem começamos;


b) que as urnas chegam zeradas nas Zonas de votação e os lacres são retirados na frente do Juiz eleitoral, do MPE, DOS REPRESENTANTES DOS PARTIDOS e um extrato é retirado comprovando que todas as urnas estão zeradas; e quando elas são carregadas, não poderia haver a computação ilegal de votos? Pois é, mas elas também são carregadas na frente de todos esses representantes dos Iluminatti que, imediatamente, atestam que carregadas e zeradas, elas foram FISICAMENTE lacradas; sim, com um lacre como o dos saquinhos com as provas da cena do crime. Então, mais do que o Jack Bauer e a sua hacker, seria preciso o MCGyver para retirar o lacre (arrebentando-o) e colocando o mesmo no lugar, intacto. Mas eles são Illuminati. Então...


c) nunca nenhum partido apresentou provas ou evidências sobre nenhuma fraude, ZERO! Um ou outro maluco apresentou aqueles vídeos em que se apertava 17 e aparecia o rosto do Haddad... Os vídeos foram periciados e tinham sido editados.


E então vem a questão: o voto impresso. Nosso sistema é auditado, periciado, fiscalizado por todas essas instituições do mundo jurídico, policial, armado e nenhuma prova JAMAIS foi apresentada contra ele. O sistema é analisado pelos órgãos de controle internacional (através dos seus observadores) e é considerado paradigma de sistema.


E pasmem... Sem conexão com a internet, milhares de urnas eletrônicas deveriam ser manipuladas uma a uma. Pois é.


Uma a uma.


Seria como acreditar que, sob a vista de todos esses participantes, um grupo de pessoas, dotada de poderes mágicos, conseguisse fisicamente manipular, sem ninguém estar vendo e de modo coordenado, milhares de laptops desconectados da internet senão ao mesmo tempo, em período muito curto de tempo, mudando sua programação e seus softwares – que ninguém conseguiu fazer nas consultas e testagens públicas.


É por isso que os PARTIDOS POLÍTICOS ficam quietinhos diante das bobagens que são ditas.

Imprimir o voto, segundo os Estudos do TSE, encareceria em bilhões as eleições e a composição mecânica das impressoras (o que quebra na sua casa, o computador, que é eletrônico, ou a impressora, que é mecânica?), estatisticamente, faria com que as eleições durassem no mínimo, um dia a mais.


O que aconteceria se as pesquisas boca de urna apontassem a vitória de um candidato X e houvesse tempo para, antes do segundo dia, algazarras serem organizadas?


E o mais importante, com base no que mudaríamos um sistema comprovadamente impenetrável - nas condições ambientes em que são postos para votação?


Sim, na mesma lógica e com a mesma base científica do uso da... Completem a frase.

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