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Augusto Aras entra com representação contra professor da USP que o criticou

Após professor chamar Aras de "servo do presidente", procurador entrou com uma representação na Comissão de Ética da USP.


O professor Conrado Hübner Mendes criticou nesta semana o atual procurador geral da república Augusto Aras por sua condução a frente da PGR. Em textos nas redes sociais e em sua Coluna na Folha de São Paulo, Mendes chamou Aras de "servo do presidente", em referência aos posicionamentos de Aras frente a Bolsonaro. Mendes ainda acusou Aras de omissão e desfaçatez.


A informação de que Augusto Aras entrou com representação contra Conrado foi veiculada primeiramente pelo site Jota. Na representação advogados da PGR citam postagens feitas pelo professor em sua conta pública no Twitter em que o professor se dirige a Augusto Aras como "poste-geral da República".


Conrado Hubner publicou por meio de suas redes sociais a seguinte postagem:

"O poste-geral da República é um grande fiador de tudo que está acontecendo. Sobretudo da neutralização do controle do MS [Ministério da Saúde] na pandemia. É gravíssima a omissão e desfaçatez de Aras", escreveu o professor, que leciona direito constitucional."

Após a divulgação na imprensa de que Conrado estaria sob a mira de Augusto Aras o professor voltou a utilizar suas redes sociais em tom de defesa, acusando o procurador geral de estar criando um episódio com a intenção de intimidar opositores políticos.


"Mais um episódio do Estado de Intimidação. Por autoridade que explodiu a dignidade do cargo que ocupa, contra um professor que tenta exercer liberdade de crítica. PGR acha que ser chamado de poste-geral da República, após 430 mil mortes, é crime. Eu acho que crime é outra coisa"

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