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Bolsonaro pede para novo diretor da PF a revisão do caso Adélio

Presidente quer reabertura do caso Adélio Bispo, no caso que quase resultou no assassinato de Jair Bolsonaro.

Foto: Jeso Carneiro


Novo diretor da Polícia Federal, Paulo Maiurino, recebeu do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro a solicitação de retomada das investigações envolvendo a tentativa de assassinato do então candidato a cadeira de presidente no ano de 2018. As investigações que se deram até o momento apontaram que Adélio agiu isoladamente, sem o auxílio de terceiros na tentativa de execução.


Até o momento dois inquéritos analisados pela Polícia Federal concluíram que Adélio Bispo, atuou sozinho no planejamento e execução do crime. Apoiadores do presidente acreditam na versão de que Adélio estaria envolvido em alguma organização maior por trás do atentado. Para justificar tal acusação os apoiadores do presidente utilizam-se do fato de Adélio Bispo ter sido filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).


Segundo reportagem da CNN Brasil, o ministro da Justiça, Anderson Torres, também teria participado da reunião realizada na semana passada com Bolsonaro e o novo chefe da Polícia Federal, Paulo Maiurino, antes mesmo de ser empossado no cargo. O novo diretor-geral da PF também tomou posse esta semana.


Caso Adélio


No ano de 2018, na cidade de Juiz de Fora (MG), Adélio Bispo realizou atentado contra a vida de Jair Bolsonaro ao desferir uma facada na região do abdômen do até então candidato a presidência pelo Partido Social Liberal (PSL).


Atualmente, as investigações sobre a facada estão paralisadas porque a PF aguarda uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para poder acessar os telefones celulares dos advogados que defenderam Adélio. Laudo psiquiátrico forense apontou que Adélio sofre de transtornos delirantes permanentes. Ele foi considerado inimputável pela Justiça e permanece preso.

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