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Bolsonaro planeja visita a comunidade yanomami e lideranças indígenas publicam carta de repúdio

Comunidade indígena se colocou contrária a exploração mineral por meio da legalização do garimpo na região.


Nesta quinta-feira (27/05/2021) o atual presidente da república, Jair Messias Bolsonaro deverá realizar visita a comunidade Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM). Caso o evento seja confirmado, está será a primeira visita do mandatário a uma comunidade indígena desde que assumiu a principal cadeira do executivo.


O grupo indígena da tribo yanomami, que se localiza próximo ao Pico da Neblina, ponto mais do relevo brasileiro, tem aproximadamente 2000 habitantes.


Em live realizada no dia 29 de abril, Bolsonaro declarou que planejava visitar um pelotão de fronteira do Exército (PEF), conversar com indígenas e aterrisar em um garimpo ilegal. Bolsonaro já declarou e voltou a confirmar o interesse de legalizar a atividade de exploração mineral.


Após o anúncio da visita de Bolsonaro a comunidade indígena, líderes locais realizaram a publicação de uma carta de repúdio à presença de Bolsonaro na região.


Confira alguns trechos do documento:

"Reiteramos nossa posição legítima de repudiar a visita do presidente, senhor Jair Messias Bolsonaro, no nosso território yanomami"

A visita é vista por líderes indígenas como uma tentativa de tratativas para conciliar a legalização da mineração no território yanomami com a presença dos povos nativos.


No documento os yanomami apresentaram posição firme no combate a presença de mineradores e garimpeiros

"Exigimos que o governo deve implementar ações de fiscalização de forma contínua nos entornos e limites dos territórios indígenas já demarcados... Governo deve retirar invasores dos nossos territórios em caráter urgente como tentativa de garantir nossa saúde e a da mãe terra."
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