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Bolsonaro tenta retornar ao PSL

Presidente, atualmente sem partido, busca legenda para próxima eleição e enfrenta resistência interna no PSL. Partido tem 2ª maior fatia do fundo eleitoral e do tempo de TV.


Bolsonaro está em busca de um partido que possa acolhê-lo para a disputa das próximas eleições de 2022. Entre as possíveis legendas, o PSL (Partido Social Liberal), no qual Bolsonaro se elegeu em 2018, aparece como a opção favorita do mandatário do executivo. O PSL hoje tem a segunda maior fatia do fundo eleitoral e do tempo de propaganda de televisão.


Internamente o nome de Bolsonaro enfrenta resistência, em especial entre os membros do partido do estado de São Paulo. Major Olímpio, que faleceu devido a complicações ocasionadas pelo coronavírus, se apresentava como um dos principais nomes contrários a nova filiação de Bolsonaro no PSL. A postura de Bolsonaro, ao não dedicar condolências a morte de Olímpio colaborou para a manutenção do tensionamento político dentro do partido.


O presidente do PSL, Luciano Bivar, que entrou em conflito com Bolsonaro em 2019, acredita que a legenda deva se aliar a um projeto de centro apesar de o nome do atual presidente do país ainda apresentar grande apoio dos deputados federais eleitos pelo partido. Tal apoio ficou claro na última eleição a presidência da Câmara dos deputados, quando 30 parlamentares descumpriram a orientação partidária e votaram a favor do candidato apoiado por Bolsonaro, Arthur Lira (PP/AL), em detrimento de Baleia Rossi (MDB/SP), candidato do núcleo democrático.

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