• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

Bradesco e Itaú em direção ao mercado chinês

Instituições financeiras apostam no bom desempenho dos índices econômicos chineses

Os bancos Bradesco e Itaú estão lançando fundos que permitem a brasileiros investirem em empresas chinesas, os dois bancos rivais estão animados pela crescente demanda por aplicações na China. A China foi a primeira economia a se recuperar do impacto da Covid-19, aliado à sua tendência de crescimento robusto na casa dos 8% apenas este ano.


No caminho para se consolidar como a maior potência global, o país asiático apresenta uma atração de interesse de investidores, como, por exemplo, a XP investimentos que há menos de um ano atua no mercado chinês já tendo atraído R$ 1 bilhão em seus produtos em 2021.


O país que foi o centro do início da pandemia observou um salto de 18,3% no primeiro trimestre da sua economia, hoje, conta com uma projeção do Fundo Monetário Internacional de crescimento de 8,6% para 2021, perdendo apenas para os 12% estimados para a Índia. A China vai representar nos próximos 5 anos um terço da expansão mundial.


Segundo apurou o Estadão, o fundo lançado pelo Bradesco, aliado as grandes gestoras de recursos chinesas definiram um fundo focado em empresas do país asiático. Com o suporte local, o veículo busca superar o índice MSCI China e começa a ser ofertado a partir desta segunda-feira, 19, com foco nos investidores qualificados, ou seja, com R$ 1 milhão de recursos alocados no mercado.


Em relação ao Itaú, o fundo deve ser lançado até o final de abril para ações na China, adiantou ao Estadão/Broadcast o diretor comercial da Itaú Asset, Stefano Catinella. "Tem muito cliente que vê a China saindo mais rapidamente da pandemia na comparação com outros mercados e quer se aproveitar da tendência de crescimento do país, procurando uma carteira 100% exposta a empresas chinesas", destaca o executivo.

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