• Tainara Cavalcante

Com ameaça de privatização da Eletrobrás, sindicato planeja greve de dois dias

A estatal possui mais de 12 mil funcionários, onde uma greve poderia impactar a manutenção da rede de energia.

Foto: Reprodução internet


Não conformados com uma possível privatização da estatal Eletrobrás, o sindicato irá promover uma greve de até 72 horas, caso a pauta vá para votação no Senado. A manifestação é uma resposta às tentativas do governo Bolsonaro em desestatizar a empresa.


A companhia é responsável por um terço do fornecimento de energia elétrica do país e metade das instalações de transmissão.


A Medida Provisória (MP) foi aprovada no mês passado pela Câmara dos Deputados e tem até o dia 22 de junho para ser votada pelo Senado. Marcos Rogério (DEM-RO) já deixou claro que a sua intenção é levar a pauta para votação já na semana que vem.


A potencial greve não deixaria todo mundo no escuro, contudo poderia impactar algumas atividades de manutenção e até prejudicar o sistema da companhia, visto que a estatal possui mais de 12 mil funcionários.


O diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia-RJ), Emanuel Mendes Torres, também confirmou que a greve não afetará o fornecimento de energia, mas não haverá troca de turno pelos trabalhadores responsáveis pelo controle, além de tirar equipes de manutenção das ruas.


Caso a pauta vá para frente, o sindicato já tem até a data e o lugar da manifestação, que pode acontecer na sede da empresa no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira, quando a companhia faz 59 anos.





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