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Chefes das forças armadas colocam cargos a disposição após Bolsonaro insinuar medidas de exceção

Após negar apoio a falas do atual presidente que insinuavam golpe, Ministro da Defesa foi demitido.

General Fernando Azevedo, ex-ministro da defesa. Foto: José Cruz/Agência Brasil.


Os principais comandantes das três maiores forças militares do país (Exército, Marinha e Aeronáutica) colocaram a disposição nesta última segunda-feira (29/03/2021) seus cargos como chefes das suas respectivas corporações após a troca de comando realizada por Jair Bolsonaro no Ministério da Defesa, em uma clara sinalização de que não estarão apoiando medidas de exceção.


Ontem a tarde, Bolsonaro realizou a troca de comando no ministério, com a demissão e saída do General Fernando Azevedo da pasta. Em seguida o governo federal anunciou a admissão do General Walter Braga Netto para o cargo.


Segundo publicação veiculada no jornal A Folha de São Paulo, a saída do General Fernando Azevedo da pasta ministerial se deve a um tensionamento na sua relação com o presidente, que se acirrou na última semana após seguidas negativas de apoio político ao governo federal. Bolsonaro haveria insinuado ao ex-ministro que queria o apoio do Exército para aplicar medidas de exceção como o estado de defesa em unidades da federação que aplicarem o lockdown.


Em sua carta de demissão, o General Fernando Azevedo destacou que buscou preservar a posição das Forças Armadas como instrumento de estado, demonstrando divergências a falas do atual mandatário do executivo, Jair Bolsonaro, que nos últimos meses tem se referido ao exército brasileiro, como "meu exército".

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