• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

Comandantes do exército temem participação política de oficiais a partir de agora

Impunidade de Pazuello repercutiu mal nos quartéis e comandantes passarão a orientar a não participação de oficiais em atos dessa natureza

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado


Repercutiu negativamente nos quartéis do exército a decisão do comandante do Exército, Paulo Sérgio Oliveira, de não punir o general da ativa e ex-ministro da saúde, Eduardo Pazuello, por sua participação em ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido).


Os comandantes de tropas estão se articulando em busca de conter as consequências da decisão do general Paulo Sérgio. Eles passarão a orientar seus subordinados para que não participem de atos como os ocorridos no Rio de Janeiro.


A impunidade do ex-ministro e general, que causou revolta, foi apoiada pelo Alto Comando do Exército, segundo o Estado de S. Paulo. A cúpula da instituição avaliou que a decisão de Paulo Sérgio Oliveira foi necessária para evitar uma segunda crise nas Forças Armadas em dois meses. A primeira teria sido a saída dos comandantes das três armas junto com a do ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva.


Após a decisão ter sido tomada, “Forças Armadas” foram parar nos Trending topic do Twitter. Com a repercussão negativa, o exército brasileiro foi visto como submisso ao governo federal, em especial as vontades do presidente da república.


A submissão do Exército a Bolsonaro, no entanto, causa temor de que os militares possam voltar a se submeter aos desejos do chefe do governo federal novamente em outros momentos. Generais avaliam que, apesar da polêmica em torno da absolvição de Pazuello, “qualquer solução seria ruim” neste caso.





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