• Elisa Costa

Contradições: Onyx Lorenzoni luta para que Pazuello tenha o direito de ficar calado durante CPI

Em postagem nas mídias sociais ele declarou: “Quem se vale do direito de ‘ficar calado’ tem coisa a esconder. Só bandido usa disso”.


Depois do pedido de Habeas Corpus do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello ser protocolado ontem (13), no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretária-Geral da Presidência entrou para uma força-tarefa que luta para que Pazuello tenha o direito de ficar em silêncio durante depoimento na CPI da Covid no Senado.


Após o acontecimento, começou a circular nas redes sociais um vídeo com a data de 11 de maio de 2015, onde Onyx reclama de silêncio em CPI dizendo: “Só bandido fica calado”. O ministro ainda era deputado de oposição e participava da CPI da Petrobras que ocorreu no governo Dilma (PT). Segundo reportagem do jornal O Globo, Onyx era um dos deputados mais atuantes na investigação estatal em meio à Operação Lava-Jato e reclamou do silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. Em 2015 Onyx era de oposição ao governo de Dilma Rouseff e essa não foi a única vez que ele se contrapôs a essa situação.


HC de Pazuello


No Habeas Corpus entregue ao STF, a AGU pede que o ex-ministro Onyx Lorenzoni possa ficar calado e que “não sofra ameaças” durante depoimento na CPI da Covid. O documento possui 25 páginas, de acordo com o UOL, e argumenta que o intuito é que Onyx não produza provas contra si mesmo e somente responda perguntas que se refiram a fatos objetivos. A AGU também declarou ter receio da prática de ato ilegal durante audiência, que configuraria um “verdadeiro constrangimento”.

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