• Welyson Lima

Covid-19: Sensor desenvolvido por pesquisa americana aponta excesso do sistema de defesa

Resultado do teste no sensor é enviado imediatamente ao Smartphone.

Foto: Xavier Donat.


Pesquisadores americanos desenvolveram um sensor, capaz de apontar excessos do sistema de defesa à Covid-19. Durante a pandemia, os especialistas observaram que os pacientes infectados pelo Sars-CoV-2, que desenvolvem a "tempestade de citocinas" (uma produção exagerada de proteínas imunes pró-inflamatórias) são com frequência acometidos pela forma mais grave da enfermidade e, consequentemente, apresentam maior risco de morte.


Essa resposta do sistema de defesa, que segundo especialistas também ocorre em outras enfermidades, a exemplo da gripe, pode ser identificada com ajuda de um sensor de pele, tecnologia apresentada por pesquisadores na última reunião da Sociedade Americana de Química.


A pesquisadora da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, Shalini Prasad, principal idealizadora da tecnologia, afirmou: "Agora no contexto da Covid-19, se nós conseguirmos monitorar as citocinas pró-inflamatórias e ver sua tendência de aumento, será possível tratar os pacientes precocemente, mesmo antes de eles desenvolverem os sintomas".


Explica ainda que as proteínas imunes pró-inflamatórias são excretadas no suor, mas em níveis mais baixos do que no sangue. Por essa característica, ela e demais pesquisadores da equipe, desenvolveram o dispositivo medidor das proteínas excretadas pelo corpo por meio de fitas revestidas por eletrodos e anticorpos. O dispositivo se parece com um relógio de pulso.


SMARTPHONE


A presença das proteínas é denunciada por meio de pequenas correntes elétricas enviadas a um smartphone, que acusa o resultado. Os pesquisadores testaram o aparelho em seis voluntários saudáveis e cinco com sintomas da gripe. Os resultados foram positivos em todas as análises, porém a equipe diz que ainda há muito trabalho a ser feito para aperfeiçoar o experimento. Dizem que pretendem, como próxima etapa, realizar testes em pacientes com infecções respiratórias mais graves.


A pesquisadora Shalini Prasad afirma que " o acesso aos pacientes com COVID-19 tem sido um desafio, porque os profissionais de saúde estão sobrecarregados e não têm tempo para testar dispositivos experimentais. Por isso, ainda não fomos para essa etapa, mas vamos continuar a testá-lo para todas as enfermidades possíveis, já que os benefícios futuros valem muito a pena".

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