• Tainara Cavalcante

CPI vai investigar se houve interesse econômico na compra de cloroquina

O presidente da comissão já deixou claro que os próximos passos da CPI é investigar as suspeitas de um interesse econômico por trás do incentivo a remédios sem eficácia.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.


Desde o começo, a chamada CPI da COVID tem focado também nos remédios sem comprovação científica, fortemente defendidos pelo governo Bolsonaro. Tema que foi confirmado pelo presidente do grupo, senador Omar Aziz (PSD-AM) em entrevista à Globo News.


A Comissão Especial de Inquérito (CPI) investiga as ações do governo diante do enfrentamento da Pandemia de Coronavírus, que já tirou a vida de mais de 400 mil brasileiros.


Depois de várias descobertas que variaram desde a falta de infectologistas no Ministério da Saúde até a rejeição da compra de vacinas por dezenas de vezes, Omar Aziz diz que agora, eles pretendem descobrir se houve um interesse econômico na compra de cloroquina.

A desconfiança da comissão começou quando o governo não quis receber vacinas da China, mas estava disposto a comprar da Índia por um valor maior.


“Foram 100 milhões de vacinas que ele comprou por dois dólares a mais. Por que era 10 [dólares] e virou 12? Não estou entendendo. A produção de remédio, quanto maior oferta, tendência é diminuir preço, agora aumenta preço?”, disse Aziz na entrevista.


Ele ainda acrescentou que o chamado “gabinete do ódio”, um gabinete paralelo da secretaria de comunicação, foi responsável por propagar medo e mentiras sobre a pandemia.


O gabinete paralelo também seria responsável por incentivar o uso dos medicamentos não comprovados, como a hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, amplamente incentivados por Jair Bolsonaro.


Caso seja comprovado, a suspeita de um interesse econômico será ainda maior.

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