• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

Executivo da Precisa é acusado de desvio milionário pela C6 Bank

Atualizado: Jul 24

Segundo reportagem do Portal Veja, o banco C6 Bank acusa o empresário Francisco Emerson Maximiamo de desvio recursos e ocultar patrimônio

Foto: Reprodução


O C6 Bank acusa na Justiça o empresário Francisco Emerson Maximiano de desviar recursos e ocultar patrimônio para não pagar uma dívida que a valores atualizados chegam a 5 milhões de reais.o empresário é o principal executivo e sócio da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a venda da vacina indiana Covaxin e está sob investigação na CPI da Covid como suposto pivô de um esquema suspeito no Ministério da Saúde.


Em 2018, Maximiano fez uma parceria com o C6 para estruturar um fundo de investimentos em direitos creditórios para antecipar recebíveis de prestadores de serviços de saúde contra entidades de autogestão de planos de saúde. A empresa Saúdebank tinha uma estimativa de captar 350 milhões em recursos de investidores, podendo chegar a um valor de mercado de 1,3 bilhão de reais. Segundo a reportagem, o negócio era acompanhado dentro do banco pelo então sócio do C6, Carlos Fonseca. Fonseca junto com Marcelo Kalim, Leandro Torres e Luiz Marcelo Calicchio fundaram o C6 em 2018 quando deixaram o BTG. Um ano depois, Fonseca deixou o próprio C6 e hoje é sócio de uma gestora de recursos chamada Galapagos.


O C6 aportou 4 milhões de reais na Saúdebank por meio de debêntures, ou seja, de dívida e não de participação acionária, logo no primeiro ano de funcionamento do banco. Maximiano diz no processo que a ideia original da parceria era para o C6 ser sócio do negócio entrando com a captação de recursos de investidores e o empresário entraria com seu conhecimento no setor de saúde. Mas o C6 teria desistido do projeto depois da saída de Fonseca. Mas o C6 alega que continuou com o interesse.


Mas em 2019, o banco entendeu que poderia pedir a antecipação dos pagamentos das debêntures porque identificou indícios de desvios de recursos sem que a empresa fornecesse documentos sobre o destino do dinheiro e, então, entrou na Justiça. O juiz do caso chegou a pedir o bloqueio das contas da Saúdebank e nem mil reais foram encontrados. Segundo a reportagem, na arbitragem, o resultado foi a favor do C6, segundo fontes que acompanham o processo, e na Justiça ainda não há uma decisão definitiva.


Se na época do negócio, o C6 era um banco iniciante, hoje é uma fintech já avaliada em 11 bilhões de reais e que, na segunda-feira (28/06/2021), anunciou a venda de 40% do negócio para um dos maiores bancos americanos, o JP Morgan. O empresário Maximiano entrou no ramo das vacinas contra Covid-19 e na próxima quinta-feira, 01 de julho, será ouvido pela CPI da Covid.

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