• Elisa Costa

Exploração sexual: Bolsonaro acredita que governos anteriores tinham envolvimento com pedofilia

Em lançamento de campanha, o presidente manteve seu discurso conservador e criticou medidas de proteção às crianças e adolescentes do governo PT.

Foto: Isac Nóbrega/PR.


Nesta segunda-feira (17), o presidente da república, Jair Bolsonaro participou do lançamento da campanha “Quebre o silêncio, denuncie”, que faz parte das ações de combate do Maio Laranja, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Durante o evento, Bolsonaro alegou que governos anteriores já tiveram envolvimento com pedofilia.


Sem citar nomes, o presidente afirmou também que em outros governos, o Ministério dos Direitos Humanos era voltado para a doutrinação e defesa das priores praticadas pela esquerda no Brasil e no Mundo, e questionou: “Esse ministério no passado servia o quê e a quem?”.


Durante o evento, Bolsonaro criticou o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), criado pelo governo Lula em 2009, e um canal de denúncias lançado em 2015 pelo governo Dilma, chamado “Humaniza Redes”. O chefe do Executivo acredita que a decisão de levar abusadores com transtorno mental ao hospital e não à cadeia é uma forma explícita de “proteger” a pedofilia.


A cerimônia de lançamento da campanha contou com a presença da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, o ministro da Cidadania, João Roma, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques e Flávia Arruda, da Secretaria de Governo.


“A cada uma hora a gente tem no Brasil, pelo disque 100, 2,2 casos de violência sexual [contra crianças e adolescentes]. Só no disque 100. Conseguem imaginar os casos que não são notificados?”, perguntou a ministra Damares Alves durante discurso. Ela afirma que as denúncias diminuíram durante a pandemia do Covid-19 devido o número de crianças que não tiveram aulas presenciais e só ficaram em domicílio, mas segundo o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha, a maior parte das evidências de abuso ocorrem dentro de casa.

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