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Forças Armadas compraram 140 mil quilos de bacalhau a preço acima do mercado

Gastos do governo com forças armadas apresentam indícios de superfaturamento na compra de alimentos.



Na mesma semana em que foram constatadas evidências que indicam superfaturamento na compra de picanha e cerveja, novos gastos do governo federal com as forças armadas apresentaram valores fora da linha padrão de comercialização do mercado.


Denúncia partiu do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que divulgou as compras identificadas no Painel de Preços do Ministério da Economia. Gastos com bacalhau chegaram a 9.748 quilos de filé e 139.468 quilos de lombo para os militares.

“O lombo é o corte mais nobre do bacalhau, usado para pratos requintados e caros em restaurantes sofisticados, algo muito distante do cardápio da maioria dos brasileiros”, diz o parlamentar.

Entre as discrepâncias observou-se uma ordem de compra do Comando da Aeronáutica em que o valor de referência para o lombo de bacalhau foi estipulado em R$ 150 por quilo, enquanto o preço nos mercados atacadistas ficam na faixa de 35 a 70 reais.


O deputado Elias Vaz ainda declarou: “é um poço sem fundo. Quanto mais investigamos, mais absurdos e irregularidades encontramos. Se não bastasse o governo comprar picanha e cerveja, ainda tem o corte mais caro do bacalhau, uísque e conhaque e com indícios de superfaturamento.”


Os gastos chamam a atenção pelo fato de o discurso do governo estar voltado ao corte de gastos e redução de despesas, mas que por outro lado apresenta em instituições governamentais possíveis superfaturamentos e gastos excessivos com alimentos, em especial nas forças armadas que estão fortemente vinculadas ao governo Jair Bolsonaro.

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