• Welyson Lima

Geraldo Alckmin é "cortejado" por tucanos tradicionais para concorrer ao governo de SP em 2022

Aliados do ex-governador querem vê-lo disputando estado de São Paulo pela quarta vez.

Foto: Edson Lopes Jr/A2FOTOGRAFIA.


Doria aposta em Rodrigo Garcia(DEM). O ex-governador de São Paulo, ex-candidato a Presidente da República, Geraldo Alckmin (PSDB) está sendo cotado pelos tucanos mais tradicionais da ala do PSDB para concorrer pela quarta vez ao governo de São Paulo nas eleições de 2022.


Em inauguração de um hospital da Prefeitura de São Paulo para tratamento a Covid-19, Alckmin, que é médico e estava presente no local, foi surpreendido por Ricardo Nunes (MDB), vice-prefeito da capital, quando o mesmo soltou: "Este hospital é uma contribuição de amor. Quando eu falo amor, eu lembro do senhor, querido Geraldo Alckimin", disse, procurando Alckimin na aglomeração, tirando-o do anonimato.


No entanto, Alckmin procurou evitar posar para fotos da placa inaugural, porém era tarde. Ele já tinha sido anunciado como "o nosso sempre governador de São Paulo".


Pedro Tobias, ex-deputado, renunciava em fevereiro de 2019 ao cargo de presidente do PSDB, alegando que "não agradava à cúpula" dos novos tucanos. Ou seja, referindo-se a Bruno Covas e João Dória. Desde então, Tobias tem sido o principal porta-voz do núcleo de oposição a João Doria no PSDB. Este núcleo é formado por tucanos tradicionais que querem Alckmin pela quarta vez como governador de São Paulo.


Eles contrariam um suposto desejo de João Doria de transmitir o poder ao seu vice, Rodrigo Garcia, filiado ao DEM há décadas. Defendem que o PSDB seja cabeça de chapa tanto na disputa estadual (com Alckmin) quanto na presidencial (com Doria). Porém, muitos analistas acreditam que a estratégia é difícil, haja vista acreditarem que a polarização Bolsonaro versus Lula poderia deixar Doria de fora

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