• Welyson Lima

Inédita: vacina contra HIV apresenta resultado positivo em 1º teste clínico

A reação positiva do imunizante abrangeu cerca de 97% dos casos em humanos, logo nos primeiros testes clínicos realizados.

Foto: Matheus Britto/Prefeitura Municipal de Jaboatão dos Guararapes.


Vacina inédita contra o HIV (vírus responsável pela AIDS) mostrou resultados positivos ao serem realizados primeiros testes clínicos em humanos. Foram cerca de 97% dos casos que apresentaram resultado positivo. A vacina contra o HIV é desenvolvida através de parceria entre a Lavi (Iniciativa Internacional pela Vacina da AIDS) e o Scripps Research Institute nos Estados Unidos. O imunizante conseguiu estimular a produção de anticorpos neutralizantes, que são chamados de BNAbs.


Em um comunicado divulgado pela Lavi no mês de fevereiro, dizia-se que "a vacina teve sucesso em estimular a produção de células raras, necessárias para iniciar o processo de geração de anticorpos contra o vírus, que tem mutação rápida". Ainda no mesmo comunicado, sobre o resultado após realização dos testes clínicos primeiros, fala-se em "resposta" positiva detectada em "97% dos participantes que receberam o imunizante".


Ao todo, participaram do estudo 48 adultos saudáveis. A vacina precisará passar pelos testes 2 e 3, que neste caso envolverá um maior número de participantes. A Lavi e o Scripps Research Institute desenvolvem a produção dos BNAbs, feita através de ativação dos linfócitos do tipo B, que são células situadas atrás da secreção dos anticorpos neutralizantes. Essas células são capazes se atacar variações do HIV.


O professor e imunologista do Scripps e também diretor executivo do Centro de Anticorpos Neutralizantes da Lavi, William Schief, declarou que as vacinas são desenvolvidas para estimular "células imunes". Segundo ele, essa estimulação pode ser importante para os seres humanos. "Acreditamos que esta abordagem será a chave para fazer uma vacina contra o HIV e possivelmente importante para desenvolver imunizantes contra outros patógenos", disse.


O Instituto e a Lavi falaram ainda em parceria com a empresa biotecnologia Moderna para produção de uma outra vacina, baseada em mRNA, capaz de produzir as mesmas células imunológicas, continuando assim a abordagem já desenvolvida.

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