• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

Inflação nas alturas: Copom sobe a Selic para 4,25%

O Copom ontem (16/06/2021) aumentou em 0,75% a taxa Selic, sendo o maior patamar desde fevereiro de 2020


O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu ontem (16/06/2021), por unanimidade, elevar a taxa básica de juros da economia (Selic) em 0,75 ponto percentual, de 3,50% para 4,25% ao ano — o maior patamar registrado desde o início de fevereiro do ano passado, quando a Selic estava em 4,50% ao ano.


Para a tomada de decisão, o Banco Central considerou que a pressão inflacionária "revela-se maior que o esperado", principalmente entre os bens industriais. Paralelamente, a piora do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribui para manter os preços em alta no curto prazo, apesar da recente valorização do real frente ao dólar.


O Copom ainda deixou em aberto a possibilidade de um novo aumento da mesma magnitude na próxima reunião, marcada para daqui 45 dias. Se a previsão se cumprir, os juros saltarão para 5% ao ano, mesmo percentual vigente em dezembro de 2019


Investimentos


Diante do novo aumento e da expectativa desse movimento continuar ao longo do ano, os investimentos em renda fixa tendem a ter mais destaque nos portifólios. A rentabilidade de aplicações financeiras em renda fixa, como investimentos em títulos públicos, vendidos por meio do Tesouro Direto, além de Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA).

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