• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

Itamaraty ocultou datas e horários de e-mails sobre cloroquina

Os e-mails mostram agilidade do governo federal para a aquisição de cloroquina para o enfrentamento da Covid-19

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O Ministério das Relações Exteriores ocultou datas, horários e informações de e-mails e telegramas que mostram as negociações do governo brasileiro na negociação por cloroquina. As mensagens foram solicitadas via Lei de Acesso à Informação pela agência Fiquem Sabendo, mas tiveram os dados omitidos. Negar fornecer informações públicas fere a legislação.


Como revelou o Estadão nesta terça-feira (15/06/2021), o governo Bolsonaro teve agilidade na negociação de cloroquina para o uso contra a covid-19. Os e-mails mostram isso. Mensagens foram respondidas por integrantes do governo em 15 minutos, à noite e em fins de semana. O esforço pela cloroquina se contrapõe à postura do Executivo em relação às vacinas. No caso da Pfizer, o governo demorou mais de dois meses para responder aos contatos da empresa.


Os documentos estão em posse da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado, que apura falhas e omissões da administração federal no combate à pandemia.


A agência Fiquem Sabendo havia solicitado a íntegra da troca de comunicação entre as embaixadas brasileiras, o governo indiano e as empresas interessadas na importação de cloroquina. Segundo a agência, os documentos originais não continham datas e horários das conversas e havia cortes nos e-mails.

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