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Marina Silva: plano é criar milícia na Amazônia

Governo Federal pede verba internacional para usar Força Nacional na fiscalização da Amazônia.


Nesta semana o atual ministro do meio ambiente Ricardo Salles voltou a citar a necessidade de investimento para que o governo federal fiscalize a Amazônia. Em reunião da cúpula do clima Bolsonaro voltou a pedir por investimento internacional para que sejam realizadas as ações de controle do desmatamento ilegal.


Salles informou que o atual governo apresentou proposta aos Estados Unidos com pedido de investimento de US$ 1 bilhão para ajuda no financiamento de ações capazes de “reduzir substancialmente” o desmatamento ilegal do bioma em 12 meses. Porém, o dinheiro financiaria o trabalho da Força Nacional de Segurança, que poderia ampliar o seu efetivo para trabalhar ao lado de Ibama, ICMBio, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas (logística).


Em entrevista ao canal de TV a cabo GloboNews, a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva comentou a atuação do governo Bolsonaro na pauta ambiental. Segundo a ex-ministra o governo utiliza do discurso de captação de investimentos internacionais com a intenção de criar uma milícia armada na região amazônica.


Marina Silva citou o desmonte ocorrido na estrutura de fiscalização já existente, do Ibama e do ICMBio.

"O que ele quer fazer é criar uma milícia na Amazônia. A ambição do governo Bolsonaro é de ter o controle militar, ou paramilitar, da Amazônia para implementar as políticas nefastas de destruição da Amazônia: garimpo, extração ilegal de madeira, pecuária extensiva, grandes hidrelétricas e grandes projetos de mineração" declarou Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente.

A ex-ministra do meio ambiente ainda destacou que a Força Nacional não teria a expertise para realizar esse tipo de atividade fiscalizatória.

"Ele [governo federal] vai tentar criar uma força militar que não tem competência técnica, que não terá a devida orientação política e ética, quando deveria fortalecer ICMBio, Ibama, instituições de monitoramento para que a gente tenha resultado", afirmou Silva.


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