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Mesmo com aproximação entre Ciro e Tasso, líderes do PSDB e do PDT no Ceará não acreditam em aliança

Tasso Jereissati: “Ciro tem sido agressivo com o PSBD, o que não traz uma posição confortável. Se não fosse isso, repito, estou disposto a tudo que leve a uma centralização”


Após um longo período de rompimento político entre Ciro Gomes e Tasso Jereissati, ambos ensaiam uma reaproximação e tem agitado os bastidores da política, em especial no estado do Ceará.


Nas últimas semanas o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo declarou publicamente que defende a candidatura de Tasso na cabeça de chapa do partido para as próximas eleições presidenciais.


Tasso declarou que buscará atuar pela unificação do centro apesar de considerar Ciro Gomes como candidato e descartar a possibilidade de haverem duas candidaturas vindas do estado do Ceará.


Ciro e Tasso, ambos buscam agregar apoios a seus projetos. Ciro tenta angariar apoio do PSDB ao seu projeto ao mesmo tempo que Tasso busca uma coalização de forças em torno de si.


Na última segunda-feira (3), em conversa na plataforma Clubhouse, o senador comentou novamente sobre uma possível parceria entre os dois. “Ciro tem sido agressivo com o PSBD, o que não traz uma posição confortável. Se não fosse isso, repito, estou disposto a tudo que leve a uma centralização”


Apesar da reaproximação vista entre Tasso e Ciro, lideranças tucanas e pedetistas no Ceará não veem, hoje, uma aliança no plano nacional. O presidente do PDT no Estado, deputado federal André Figueiredo, descarta apoio da sigla à candidatura de Tasso.


"O Tasso certamente dignifica a campanha presidencial, mas não é pelo fato de ele ser candidato, assim como o Ciro, que o PDT vai desistir de lançar candidatura. O PDT tem o firme propósito de lançar candidatura em 2022 e o Ciro é o nosso nome. Estamos na construção de um projeto nacional de desenvolvimento. Tasso terá nosso respeito, mas não estaremos lado a lado"

Já o deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT) não acredita que Ciro e Tasso disputem a eleição presidencial juntos. Para ele, a reaproximação entre as duas lideranças políticas ocorreu, pontualmente, na eleição em Fortaleza. No Estado, o cenário continua sendo de oposição.

"A reaproximação foi para a disputa municipal em Fortaleza. Na Assembleia, o PSDB é oposição ao nosso Governo. Veja a posição dos deputados Fernanda e Nelinho. Na Câmara Federal, o deputado Danilo Forte também é severo opositor do governo estadual. Então foi, a meu juízo, uma reaproximação em Fortaleza. Em relação à política estadual não tenho observado essa disposição.", analisa.

O presidente do PSDB no Estado, Luiz Pontes, defende o senador para indicação do partido à Presidência da República e diz que respeita o nome de Ciro Gomes na disputa.

"O Ciro é candidato, tem direito. Acho que o Ciro vem lutando, é a quarta vez, não podemos desmerecer isso. E aconteceu do presidente do PSDB lançar o nome do Tasso. O nome do senador Tasso tem uma experiência que preenche todos os requisitos, foi três vezes governador no Ceará, uma grande administração."

A deputada estadual Fernanda Pessoa diz não ver uma aproximação entre as duas lideranças. "Ciro é Ciro. Tasso é Tasso. Historicamente, o PSDB não tem aproximação com Ciro. O partido não tem nenhuma afinidade com Ciro nem Cid”.

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