• Thiago Anastácio

Meu próximo voto


Por Thiago Anastácio

Advogado Criminalista


Vocês imaginam em quem eu vou votar, não é mesmo? Pois se segurem no cavalo, pois eu ainda não sei.


Tenho pensado muito nisso e no que exigirei de um candidato para que ele tenha o meu voto. Nesse texto ficarei apenas na questão do Executivo nacional, sem entrar nos detalhes do meu Estado (SP) e dos Legislativos, onde realmente o jogo acontece e importa.


Mas deixo claro: só votarei em legisladores que estejam aptos e proponham criar um grande sistema de educação codificado, ramificado por todo o Brasil (aos moldes das teias do SUS), em que crianças e jovens tenham educação de qualidade, professores de qualidade e bem remunerados, alimentação, esporte e saúde dentro da escola. Como nenhum miserável de esquerda, direita ou centro é capaz de negar essa necessidade e importância em público, está aqui o meu cerne.


Para líder do Executivo nacional – que desculpem, NÃO OCUPA o cargo mais elevado do país, como dizem os avessos aos livros – meu voto dependerá de alguns fatores:


1. Ter um projeto indicando detalhes de custos, objetivos, modus operandi e satisfação à sociedade em números periódicos;

2. Sim, A + B + C + D + E com o que, quando, onde, porque e como;

3. Ter experiência em ao menos um cargo executivo de relevo;

4. Indicar as reformas legislativas que pretende apresentar e quais seus grupos de trabalho e especialistas envolvidos;

5. Indicar, de antemão e com a máxima brevidade, até mesmo antes do período eleitoral, quem serão os seus Ministros de Estado, para que estes passem pelo escrutínio do eleitor;

6. Quais reformas ou ajustes pretende encampar no pacto federativo e nas relações com os Estados e Municípios;

7. Quem, em eventual indicação, seriam os nomes para Ministros do Supremo Tribunal Federal e o critério de escolha (o que muito distinto de currículos e títulos que pouco nos dizem);

8. Qual o seu projeto sobre segurança pública e numa especificidade importante sobre o tema, quais reformas pretende propor ao sistema de penas e ao sistema penitenciário em nosso país;


Pois é, cabe-nos exigir isso.


Você já falou com o Ciro Gomes sobre isso?


E com o João Dória?


E com o Luís Lula?


E com os brancos, nulos e ausentes, grandes vencedores de sempre?


Você que votará em Jair Bolsonaro e por um milagre saiba ler e escrever ou, que sabendo, não está interessado em alguma falcatrua em seu banco de investimentos ou em sua empreiteira... Ainda assim o seu lugar não é aqui. Não escrevo para racistas, misóginos e alérgicos a livros.


Quem dos candidatos está disposto a ir conversar com os milhares de juízes e seus milhões de processos ao redor do Brasil?


Sim, pois os criticamos muito, mas não vemos seus tombos dia após dia ante a absurda carga de processos repetitivos que são obrigados a encontrar e uma litigância que ultrapassa a má-fé do Estado, de tudo recorrer para nada pagar.


Quem conversará com os Governadores para de uma vez por todas, diminuirmos a verdadeira corrupção que assola o Brasil, muito mais do que a dos políticos: a corrupção das carteiras de motoristas, a corrupção das polícias civis e militares, a corrupção dos atestados médicos, a corrupção dos servidores públicos que trabalham sem receber (aqui estou sendo não técnico), a corrupção do “tenho um amigo delegado” e a corrupção do “tenho um amigo Coronel que vai ajudar a eximir seu filho do serviço militar”?


Quem irá propor o enxugamento da máquina não de serviços, pois esta deve ser aprimorada, mas a dos gabinetes e seus critérios pornográficos de nomeações de amigos, nomeações cruzadas e “rachadinhas”?


Qual candidato conversará e proporá soluções para isso? Quais congressistas estarão com ele?


E falando nisso, qual candidato focará em indicar congressistas que trabalharão em simbiose com suas ideias e não para fazer número em suas bancadas partidárias e com isso, fomentar seus fundos partidários na esteira de centenas de milhões de reais anualmente?


A pergunta que me faço, é: quem conscientizará nosso povo que os candidatos devem servir ao povo (e por isso devem ser exigidos) e o Estado, prestar os serviços contratados na Constituição da República, e não o contrário?


Os deveres que temos, são conosco. Não com o Estado.


Os deveres do Estado são conosco, não com o próprio Estado como tem parecido há tantos séculos.


Resumo: exigir é o mais lídimo ato da cidadania.


Chega de ui-ui-ui nas redes sociais. Não ataquem os seus adversários... EXIJAM DOS SEUS!

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