• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

Milícias digitais remobilizadas contra CPI da Covid

Senadores que integram o grupo relataram ser alvo de uma campanha orquestrada de ataques virtuais que tem como origem milícias digitais ligadas ao bolsonarismo.


A CPI da covid foi instalada no Senado Federal essa semana e senadores que integram o grupo relataram ser alvo de uma campanha orquestrada de ataques virtuais que tem como origem milícias digitais ligadas ao bolsonarismo.


As mensagens enviadas incluem desde a disseminação de Fake News até ameaças veladas aos senadores. Em outra frente, parlamentares passaram a receber “dossiês” apócrifos contra adversários políticos do presidente em seus gabinetes.


Nas primeiras 24 horas após a abertura da comissão, anteontem, posts no Facebook com o termo “CPI da Covid” alcançaram mais de 3 milhões de interações (curtidas, comentários e compartilhamentos). Um monitoramento via Crowdtangle indicou que os mais populares partiram de bolsonaristas investigados por compartilhamento de Fake News, como a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que iniciou uma cruzada nas redes e na Justiça para barrar a participação de Renan Calheiros (MDB-AL) na comissão. Crítico do governo Bolsonaro, o senador foi designado relator da CPI.


Segundo o Senador Otto Alencar (PSD-BA) em entrevista, diversos números de diferentes locais do Brasil encaminhavam mensagem. “Você não imagina quantas mensagens grosseiras eu recebi ao longo desses dias. Coisas grosseiras, ameaças perguntando se eu gostava da minha família, xingamentos. É um volume atípico, com robôs. Pagam para fazer isso”, afirmou o senador, que se define como independente.

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