• Tainara Cavalcante

Na CPI da COVID Wilson Witzel diz ter um “fato gravíssimo” a revelar

No entanto, o ex-governador do Rio disse que só poderá falar sobre o assunto em um depoimento reservado, que já foi solicitado pelo vice-presidente da comissão.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


Durante o seu depoimento à CPI da COVID hoje (16), o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que possui um fato gravíssimo a revelar sobre o governo. Contudo, só poderá dizer na condição de segredo de justiça.


A fala foi feita durante a Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga a atuação do governo no enfrentamento da Pandemia de COVID-19. Witzel havia obtido um habeas corpus do Superior Tribunal Federal (STF) que desobrigava o seu comparecimento. Mas ele foi mesmo assim.


Interferência do governo


O ex-governador, que saiu do cargo por um impeachment, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a sua atuação no combate à pandemia no Rio de Janeiro. Entre os questionamentos, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) começou a questioná-lo sobre a influência do governo na sua atuação.


Ele perguntou sobre uma das falas no depoimento de Wilson Witzel, onde ele dizia que ocorreram intervenções indevidas do governo no Rio. Uma destas intervenções foi a mudança do comando da Polícia Federal no estado.


“ocorreu algum outro tipo de pressão direta ao para que ocorresse alterações na estrutura do governo dirigido por vossa excelência?", questionou Randolfe. Em resposta, o ex-governador respondeu que há um fato que só poderá revelar em segredo.


Depois do anúncio de uma possível “bomba”, Rodrigues acrescentou na sua fala que já estava encaminhando um requerimento para um depoimento reservado com Witzel.


Depois disso ele foi questionado sobre um possível faturamento na compra de respiradores na sua gestão, mas utilizou o seu habeas corpus para se livrar de explicações.



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