• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

O Quarto Ministro da Saúde: Bolsonaro nomeia o cardiologista Marcelo Queiroga


Jair Bolsonaro e Marcelo Queiroga, o novo Ministro da Saúde.


Ontem (16) foi anunciada a troca de comando do ministério da saúde, o general de três estrelas Eduardo Pazuello que assumiu o ministério após a saída do médico oncologista Nelson Teich havia declarado não ter realizado pedido de sua demissão ao presidente.


Os motivos que estão por trás da saída do ainda ministro Eduardo Pazuello estão embasados no desgaste politico do atual ministro e da manutenção de seu posto na pasta. A confederação nacional dos prefeitos, governadores e parlamentares pediram nos últimos dias a mudança no comando sinalizando uma mudança de rumo da politica de saúde nacional. Outro ponto a ser levantado é a pressão do chamado Centrão, grupo esse que faz parte da base do governo Bolsonaro e que teria interesse na indicação do novo chefe do Ministério da Saúde.


O novo ministro da saúde será o médico Marcelo Queiroga, que apresenta laços com o núcleo familiar do presidente Bolsonaro e ao que tudo indica seria balizado por esse grupo, vale ressaltar que Queiroga até o momento de sua escolha para assumir o ministério apresentava-se a favor do uso de máscara e contra o uso de cloroquina como remédio para tratamento preventivo a Covid-19. Contudo, em sua primeira fala após ser anunciado como novo Ministro da Saúde já são foram perceptíveis as mudanças de discurso. Em entrevista à CNN na noite passada o médico afirmou que não haverá lockdown e os médicos são livres para indicar as drogas para pacientes diagnosticados com Covid.


É importante ressaltar ainda que o novo ministro é amigo pessoal do filho do presidente, o senador Flavio Bolsonaro (Republicanos – RJ). O nome de Marcelo Queiroga foi apresentado após conversa com o presidente e alinhamento de pensamento do rumo que o governo deve seguir (no caso, a continuação) na gestão da pandemia. O nome antes cotado era o da médica Ludhmila Hajjar, a cardiologista recebeu diversos ataques da rede bolsonarista por defender o isolamento social, e por ter tecido críticas a gestão do governo federal na pandemia.


O cardiologista é o quarto ministro da saúde do governo de Jair Bolsonaro (Sem partido), o país já conta com quase 280 mil brasileiros vitimas das complicações por covid-19 segundo dados oficiais, e apesar a má avaliação da condução do governo federal na pandemia o rumo que se mostra com a troca no ministério não parece mudar

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