• Elisa Costa

Orçamento secreto: Bolsonaro nega a existência do repasse de verbas por emendas

No último domingo, O Estado de S. Paulo mostrou um esquema de compra de apoio parlamentar, que movimentou R$3 bilhões de dinheiro público.


Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil.


Nesta terça-feira (11) o presidente da República negou a existência de um “orçamento secreto” do governo federal em declaração feita no Palácio da Alvorada, depois do jornal O Estado de S. Paulo publicar uma reportagem sobre a existência de um orçamento paralelo do governo para distribuir emendas a congressistas.


Segundo o jornal, as verbas teriam o intuito de aumentar a base de apoio dos congressistas, mas parte do valor foi usado para a compra de tratores superfaturados. Bolsonaro afirmou que seu governo tem “zero corrupção” e que tudo isso não passa de uma invenção da mídia: "É todo dia. Eu faço um churrasco aqui, eu apanho. Inventaram que eu tenho um orçamento secreto agora. Eu tenho um reservatório secreto de leite condensado, três milhões de latas. Isso é sinal que eles não têm o que falar”.


O portal Valor Econômico disse que Bolsonaro estava sem máscara, tossiu por duas vezes e depois abraçou uma criança, do lado de fora do Palácio da Alvorada, onde conversou com seus apoiadores e fez as declarações acima.


O ministro das Comunicações, Fábio Faria comentou em seu Twitter:

“Leite condensado, CPI, exame de Covid, andar de moto sem máscara, orçamento secreto… Qual será a próxima? Difícil tentativa de distorcer a verdade e querer criar uma falsa narrativa”.

O Estado de S. Paulo noticiou que o dinheiro do orçamento se referia às emendas do tipo RP9 (emendas de relator) e repasses vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Regional. As transações das emendas RP9 são guardadas pelos seus ministérios correspondentes e publicamente acessíveis via LAI (Lei de Acesso à Informação). Ainda não se sabe por que o governo não publicou os dados.

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