• Carlos Eugênio dos Santos Lemos

Relator da MP que permite privatização da Eletrobras apresentou um novo relatório

O senador Marcos Rogério (DEM-GO) apresentou hoje (17/06/2021) um novo relatório visando ganhar apoio para a aprovação da MP

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado


O relator da medida provisória (MP) que abre caminho para a privatização da Eletrobras, senador Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou uma nova versão do projeto nesta quinta-feira (17/06/2021), retirando a exigência de contratação de térmicas movidas a gás natural antes da desestatização.


O recuo foi um pedido do governo federal, pois a avaliação de técnicos da equipe do presidente Jair Bolsonaro era que essa obrigação de contratos prévios poderia inviabilizar a privatização da Eletrobras. Isso porque os leilões das térmicas ainda dependeriam de novos empreendimentos.


A corrida para aprovar a medida provisória acontece na antecedência do prazo vencer, com as mudanças, o texto deve ser aprovado no Senado e Câmara até terça-feira (22/06/2021).


Para tentar viabilizar a desestatização da Eletrobras, o Congresso incluiu na proposta uma previsão de contratação de 6 gigawatts (GW) em térmicas a gás nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, e de outros 2 GW em pequenas centrais hidrelétricas. Outro estado atendido foi o Piauí. Uma emenda apoiada pelo líder do centrão, senador Ciro Nogueira (PP-PI), pede que o estado receba uma indenização de aproximadamente R$ 260 milhões pela privatização da Cepisa (Companhia Energética do Piauí). Nogueira é um dos senadores mais próximos do presidente Jair Bolsonaro.


Em entrevista coletiva, Marcos Rogério deixou a porta aberta também para novos ajustes: “todas as ponderações serão levadas em consideração para que a gente tenha o texto aprovado”.


Conta de Luz


Segundo avaliação de especialista na area, caso aprovado pelo Senado, a conta de luz deverá aumentar para os consumidores, em torno de 20%.



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