• Elisa Costa

Secom destinou 19 milhões em recursos publicitários para promover “tratamentos precoces”

Apenas 6,2% desse valor foi direcionado para promover campanhas de vacinação.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.


De acordo com um documento da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, que foi enviado à CPI da Covid, as ações publicitárias relacionadas à vacinação representavam somente 6,2% do montante designado aos chamados “cuidados precoces”.


Os dados foram contabilizados até abril deste ano. Segundo as estatísticas, até outubro do ano de 2020 a Secom autorizou o empenho de mais de R$19 milhões em ações de cuidados precoces com a pandemia, mas as ações realizadas pela própria secretaria para promover a campanha de vacinação no país custaram R$1,2 milhão, sendo esse um registro autorização de recursos de março deste ano. Em contrapartida, somente a campanha de lançamento da cédula de R$200 custou mais de R$14 milhões.


Em nota, o Ministério da Saúde reiterou que “os conteúdos foram veiculados em canais de TV, rádio, internet e outras mídias, com mais de 1,2 bilhão de inserções e visualizações na internet, e o investimento de R$ 316,2 milhões”. Dentro de 80 tópicos divulgados, apenas 25 foram campanhas destinadas à pandemia, como orientações sobre os sintomas, formas de contágio e medidas preventivas.


O documento cita campanhas de uso consciente de energia e água, enfrentamento à violência contra a mulher, combate ao mosquito Aedes Aegypti (transmissor da dengue), combate ao lixo no mar, Plano Safra, entre outros. O UOL questionou a Secom sobre a existência de uma restrição orçamentária e alguma justificativa institucional para a diferença de custos entre campanhas, mas ainda não receberam respostas.

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