• Marcio Aurelio Soares

Traidor dos Brasileiros

Atualizado: Jun 29


Por Marcio Aurelio Soares

Médico e escritor

O atual presidente da república recebeu quase 58 milhões de votos. Elegeu-se presidente com um discurso moralista, anticorrupção e prometendo acabar com a violência urbana. À época, a imprensa canalizava toda a indignação popular com a carestia e o desemprego sobre os ombros do partido político que governou por 14 anos e cujos militantes foram apelidados de PTralha. E, mais que isso, bastava não ser apoiador do candidato da extrema-direita que era o suficiente para ser equiparado a um ladrão, batedor de carteiras. A sociedade se polarizou entre os corruptos e os combatentes da corrupção. Criou-se um estigma tão grande que boa parte das vozes de oposição se calaram. Acuados, líderes políticos e empresários foram presos e linchados moralmente em praça pública. Sua militância apequenou-se. O embate se limitou ao campo jurídico. Por seis longos anos, vivemos uma extensa novela com capítulos diários transmitidos pelos telejornais. Um verdadeiro massacre. Merecido? Deixo a pergunta.


Ao contrário do senso comum que tenta nos convencer de que o brasileiro é indolente e não muto afeto às honestidades, somos um povo trabalhador. Mesmo diante de injustiças históricas que cavam um grande fosso social e econômico, o brasileiro busca o trabalho como caminho para a sua sobrevivência e abomina os maus feitos, encarnados na classe política, exatamente por aqueles que a domina e pretendem com isso afastar a população do centro do poder.


Venderam gato por lebre. Ou você votaria em um político que tenha pago R$ 56.160,00 de gasolina num só dia? E que tal um candidato cujos funcionários tenham sacado R$ 551 mil em dinheiro vivo de seus próprios salários? E o Queiroz? Por onde anda o Queiroz? Ah, sim. Acharam o Queiroz! Mas e o dinheiro que ele depositou na conta da 1ª Dama? Foram 89 mil reais! Tá somando? Isso é só o varejo.


Você não esperava por isso. Tenho certeza. Mas isso aconteceu porque não prestamos muita atenção no que o deputado falava e fazia durante seus 28 anos de Congresso. Preferimos achar que era só bravata, fanfarronice; mesmo quando na década de 1990 foi a TV defender “uma guerra civil com o assassinato de pelo menos 30 mil pessoas”, além de dizer que sonegava impostos e aconselhava a todos fazerem o mesmo. Lembram-se disso? A imprensa e as redes sociais estão cheias de registros desses tipos de depoimento. Está vivo em minha memória o dia que ele falou que só não estuprava uma mulher porque ela era feia, ou o dia que brindou a um famoso torturador. Achávamos que ele era louco. Hoje temos certeza que temos um Presidente louco.


Não se sintam culpados. Ele é traidor. Você não! Saberemos ter um voto de equilíbrio.

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